Será que a personalidade de uma pessoa se vai formando consoante a educação que esta recebe, ou será que esta personalidade já está formada no momento em que a pessoa nasce? Será a educação realmente importante? E como se devem educar os filhos da melhor maneira? Tudo perguntas relacionadas com a educação que vou tentar responder.
Na minha opinião, a personalidade de cada um depende muito da sua educação, mas tenho de admitir que cada pessoa já nasce com um carácter que dificilmente se muda. Analisemos o seguinte exemplo: numa família existem 3 filhos com um ano de diferença, e estes filhos foram educados mais ou menos da mesma maneira, pelos mesmos pais, no mesmo ambiente, apenas em alturas diferentes por terem idades diferentes. Quando chegou à adolescência, o filho mais velho começou a revoltar-se. Começou a fazer coisas que os pais lhe tinham proibido e mal falava com estes. Já o filho mais novo, quando este chegou à adolescência, não deu problemas nenhuns aos pais. Tirava boas notas na escola, ajudava os pais em casa, enfim, era um filho ideal. Como é que estes filhos, tendo a mesma educação, têm comportamentos tão diferentes? Podemos dizer que o filho mais novo foi mais mimado, mas pensando assim, o mais velho também pode ter sido mais mimado no ano em que era filho único e nesse caso deveria ter sido o mais novo o filho problemático. Bem, este exemplo é uma maneira de ver as coisas, vemos que a educação não consegue corrigir um carácter mau. Os pais deram uma boa educação aos filhos, no entanto tiveram filhos com personalidades diferentes.
Por outro lado, a educação pode ajudar muito na construção de um bom filho, pois se a educação não fosse tão importante, ela já seria dispensada por muitos pais tendo em conta o trabalho que dá! Não querendo criticar, noto nalguns pais que não sabem de forma alguma lidar com os filhos. Isso magoa-me um pouco pois estão a estragar o futuro de uma pessoa. Para mim existem vários erros que se podem cometer na educação de um filho e dos quais sou testemunha diariamente.
No ano passado, uma matéria que demos a filosofia tinha como tema: liberdade/responsabilidade. Basicamente consistia em dizer que estes dois conceitos são recíprocos. Com liberdade ganha-se responsabilidade e sem responsabilidade dificilmente seremos livres. Os pais têm tendência a dar pouca liberdade aos filhos, dizendo que é só para os proteger. Mas sejamos realistas! Isto é apenas para eles estarem descansados e não com medo que aconteça algo aos seus “meninos”. Às vezes os professores, quando têm alunos que se portam mal, dizem que estes alunos deviam ser mais “presos” pelos pais. Mas não posso concordar menos com isso. É exactamente por esta razão que eles se portam mal: não têm liberdade, logo não se responsabilizam pelos seus actos. Por exemplo, um menino está a brincar com uma bola dentro de casa e deixa cair um jarro que se parte. A mãe zanga-se com ele e nunca mais o deixa jogar à bola. Depois de o mandar para o quarto, ela vai limpar os estragos. Isto está errado. A mãe devia mandá-lo limpar. Assim ele responsabiliza-se pelo acto e percebe porque é que não pode jogar dentro de casa. Outro erro é a falta de comunicação dos pais, o pai diz uma coisa ao filho e a mãe diz outra. Noutro aspecto que se pode errar é a falta de regras em casa. Não digo que deve haver uma regra para tudo, porque sou um pouco contra regras por ser um pouco dogmático, pois muitas vezes só se faz algo por causa da regra e não se sabe o porquê da existência dessa regra. No entanto, as regras são importantes. Se estiver estabelecido qual a tarefa doméstica que cada um deve fazer em casa, não há quem faça mais que os outros, e não é preciso haver discussões quando há alguém que não faça nada. E os filhos aprendem a ser mais autónomos.
Mas voltemos às perguntas iniciais. Já vimos que a educação existe porque é importante, mas será que uma pessoa mesmo com uma educação muito má dos pais consegue ser uma boa pessoa? Ou seja, será que o próprio carácter de uma pessoa consegue superar os erros cometidos aquando da educação? Para não ser demasiado filosófico, consideremos uma boa pessoa aquela que não causa problemas ao resto da sociedade. Bem, na minha opinião, e como já indirectamente referi em cima, a educação é muito importante e penso que a educação constrói a pessoa. Um exemplo: A minha mãe foi educada de uma forma da qual não se orgulha muito. Ela e as irmãs foram sempre muito influenciadas pela mãe e tinham que fazer tudo segundo as regras dela. E sempre que houvesse um problema, este era ignorado e fazia-se de conta que não existia. Quando a minha mãe e o meu pai se juntaram, ele achava esta maneira de ser muito estranha, pois na sua família, sempre que houvesse um problema este era discutido e resolvido desta forma. O meu pai de certa forma ensinou à minha mãe que essa forma de ser, que para ela sempre foi normal, não era de facto normal. E ela tornou-se, graças ao meu pai, uma pessoa com uma mentalidade mais correcta que as irmãs. Com isto quero dizer que a educação não é tudo, a nossa própria personalidade e o ambiente em que crescemos são factores condicionantes na formação da nossa pessoa.
N’Os Maias também é tratado este tema da educação. Carlos da Maia é educado de uma forma mais livre, segundo a educação Inglesa e Eusebiozinho é educado segundo as regras Portuguesas. Enquanto Carlos é uma criança feliz e interessada, querendo saber sempre mais, Eusebiozinho caracteriza-se como flácido e doente. Ainda hoje noto que a educação Portuguesa continua um pouco assim. Por exemplo, no caso de ensino da matemática, em Portugal, os alunos aprendem a fazer contas segundo regras. Enquanto que eu, na Holanda, aprendi a fazer contas de cabeça, a pensar mesmo como fazê-las. Numa conta de dividir, eu penso logo no exemplo dos rebuçados. Tenho 6 rebuçados e quero dividir por 3 pessoas, quantos ficam a cada um? Os meus colegas portugueses, pensam logo naquela regra de ir ver na tabuada qual o número que vezes 3 dá 6. Eles acabam por fazer as coisas automaticamente sem as perceber realmente. Eusebiozinho também memorizava versos em latim sem os perceber.
Para concluir, devo dizer que a pessoa que somos depende de nós, mas também somos dependentes dos outros. De certa forma, temos pouca influência sobre a pessoa que vamos ser conforme vamos crescendo. A nossa personalidade está nos nossos genes e a educação que recebemos vai moldando esta personalidade. Mas a maneira como respondemos às coisas que nos acontecem ao longo da nossa vida é da nossa responsabilidade. E é neste aspecto que se vê realmente o carácter da pessoa.
Na minha opinião, a personalidade de cada um depende muito da sua educação, mas tenho de admitir que cada pessoa já nasce com um carácter que dificilmente se muda. Analisemos o seguinte exemplo: numa família existem 3 filhos com um ano de diferença, e estes filhos foram educados mais ou menos da mesma maneira, pelos mesmos pais, no mesmo ambiente, apenas em alturas diferentes por terem idades diferentes. Quando chegou à adolescência, o filho mais velho começou a revoltar-se. Começou a fazer coisas que os pais lhe tinham proibido e mal falava com estes. Já o filho mais novo, quando este chegou à adolescência, não deu problemas nenhuns aos pais. Tirava boas notas na escola, ajudava os pais em casa, enfim, era um filho ideal. Como é que estes filhos, tendo a mesma educação, têm comportamentos tão diferentes? Podemos dizer que o filho mais novo foi mais mimado, mas pensando assim, o mais velho também pode ter sido mais mimado no ano em que era filho único e nesse caso deveria ter sido o mais novo o filho problemático. Bem, este exemplo é uma maneira de ver as coisas, vemos que a educação não consegue corrigir um carácter mau. Os pais deram uma boa educação aos filhos, no entanto tiveram filhos com personalidades diferentes.
Por outro lado, a educação pode ajudar muito na construção de um bom filho, pois se a educação não fosse tão importante, ela já seria dispensada por muitos pais tendo em conta o trabalho que dá! Não querendo criticar, noto nalguns pais que não sabem de forma alguma lidar com os filhos. Isso magoa-me um pouco pois estão a estragar o futuro de uma pessoa. Para mim existem vários erros que se podem cometer na educação de um filho e dos quais sou testemunha diariamente.
No ano passado, uma matéria que demos a filosofia tinha como tema: liberdade/responsabilidade. Basicamente consistia em dizer que estes dois conceitos são recíprocos. Com liberdade ganha-se responsabilidade e sem responsabilidade dificilmente seremos livres. Os pais têm tendência a dar pouca liberdade aos filhos, dizendo que é só para os proteger. Mas sejamos realistas! Isto é apenas para eles estarem descansados e não com medo que aconteça algo aos seus “meninos”. Às vezes os professores, quando têm alunos que se portam mal, dizem que estes alunos deviam ser mais “presos” pelos pais. Mas não posso concordar menos com isso. É exactamente por esta razão que eles se portam mal: não têm liberdade, logo não se responsabilizam pelos seus actos. Por exemplo, um menino está a brincar com uma bola dentro de casa e deixa cair um jarro que se parte. A mãe zanga-se com ele e nunca mais o deixa jogar à bola. Depois de o mandar para o quarto, ela vai limpar os estragos. Isto está errado. A mãe devia mandá-lo limpar. Assim ele responsabiliza-se pelo acto e percebe porque é que não pode jogar dentro de casa. Outro erro é a falta de comunicação dos pais, o pai diz uma coisa ao filho e a mãe diz outra. Noutro aspecto que se pode errar é a falta de regras em casa. Não digo que deve haver uma regra para tudo, porque sou um pouco contra regras por ser um pouco dogmático, pois muitas vezes só se faz algo por causa da regra e não se sabe o porquê da existência dessa regra. No entanto, as regras são importantes. Se estiver estabelecido qual a tarefa doméstica que cada um deve fazer em casa, não há quem faça mais que os outros, e não é preciso haver discussões quando há alguém que não faça nada. E os filhos aprendem a ser mais autónomos.
Mas voltemos às perguntas iniciais. Já vimos que a educação existe porque é importante, mas será que uma pessoa mesmo com uma educação muito má dos pais consegue ser uma boa pessoa? Ou seja, será que o próprio carácter de uma pessoa consegue superar os erros cometidos aquando da educação? Para não ser demasiado filosófico, consideremos uma boa pessoa aquela que não causa problemas ao resto da sociedade. Bem, na minha opinião, e como já indirectamente referi em cima, a educação é muito importante e penso que a educação constrói a pessoa. Um exemplo: A minha mãe foi educada de uma forma da qual não se orgulha muito. Ela e as irmãs foram sempre muito influenciadas pela mãe e tinham que fazer tudo segundo as regras dela. E sempre que houvesse um problema, este era ignorado e fazia-se de conta que não existia. Quando a minha mãe e o meu pai se juntaram, ele achava esta maneira de ser muito estranha, pois na sua família, sempre que houvesse um problema este era discutido e resolvido desta forma. O meu pai de certa forma ensinou à minha mãe que essa forma de ser, que para ela sempre foi normal, não era de facto normal. E ela tornou-se, graças ao meu pai, uma pessoa com uma mentalidade mais correcta que as irmãs. Com isto quero dizer que a educação não é tudo, a nossa própria personalidade e o ambiente em que crescemos são factores condicionantes na formação da nossa pessoa.
N’Os Maias também é tratado este tema da educação. Carlos da Maia é educado de uma forma mais livre, segundo a educação Inglesa e Eusebiozinho é educado segundo as regras Portuguesas. Enquanto Carlos é uma criança feliz e interessada, querendo saber sempre mais, Eusebiozinho caracteriza-se como flácido e doente. Ainda hoje noto que a educação Portuguesa continua um pouco assim. Por exemplo, no caso de ensino da matemática, em Portugal, os alunos aprendem a fazer contas segundo regras. Enquanto que eu, na Holanda, aprendi a fazer contas de cabeça, a pensar mesmo como fazê-las. Numa conta de dividir, eu penso logo no exemplo dos rebuçados. Tenho 6 rebuçados e quero dividir por 3 pessoas, quantos ficam a cada um? Os meus colegas portugueses, pensam logo naquela regra de ir ver na tabuada qual o número que vezes 3 dá 6. Eles acabam por fazer as coisas automaticamente sem as perceber realmente. Eusebiozinho também memorizava versos em latim sem os perceber.
Para concluir, devo dizer que a pessoa que somos depende de nós, mas também somos dependentes dos outros. De certa forma, temos pouca influência sobre a pessoa que vamos ser conforme vamos crescendo. A nossa personalidade está nos nossos genes e a educação que recebemos vai moldando esta personalidade. Mas a maneira como respondemos às coisas que nos acontecem ao longo da nossa vida é da nossa responsabilidade. E é neste aspecto que se vê realmente o carácter da pessoa.
Loes Nooren 11ºA Nº16 28-04-2007 Português B
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